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O Brasil, através de suas Forças Armadas, tem se destacado no cenário mundial, ao fazer parte de forças de paz agindo legitimamente em nome da ONU em países estrangeiros. No caso do Haiti, nosso papel tem sido ainda mais importante, pois assumimos a liderança das forças de paz naquele território, motivo de orgulho para nossas Forças Armadas, mas também motivo de preocupação constante, não apenas pela integridade física de nossos compatriotas, mas também pela responsabilidade que pesa sobre suas costas.

Nossas tropas diariamente se defrontam com conflitos decorrentes de uma situação política e social completamente deterioradas. Até mesmo uma ação humanitária como a distribuição de comida pode se transformar em distúrbio com imprevisíveis conseqüências. Além disso, grupos criminosos agem misturados à população carente, o que torna mais difícil a ação das forças da lei.

Nesse contexto, que por vezes se assemelha às favelas brasileiras, nossa força de paz tem agido com muita competência e as armas não-letais têm  sido fundamentais para o sucesso da missão.

A participação brasileira nas operações de paz da ONU representa uma experiência militar de suma importância para as Forças Armadas, especialmente quando existe a perspectiva de emprego de tropas militares em Operações de Garantia da Lei e da Ordem.
 
Tanto para a operação de forças de paz quanto para operações de GLO as armas não-letais são os meios mais adequados para que a ação seja eficaz e em respeito aos direitos humanos, preconizados pela ONU e almejados pela sociedade brasileira.
 
 
     
 
 
 
 
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